Nunca sentei e estudei a Bíblia, nunca repeti conscientemente sua linguagem e sou, na realidade, tão ignorante dela quanto a maioria dos cristãos educados. Toda a Bíblia que utilizo no meu trabalho é lembrada desde a infância e é propriedade comum de todos os que foram criados em comunidades de língua inglesa.
(I have never sat down and studied the Bible, never consciously echoed its language, and am, in reality, as ignorant of it as most brought-up Christians. All of the Bible that I use in my work is remembered from childhood and is the common property of all who were brought up in English-speaking communities.)
A citação destaca uma perspectiva fascinante sobre a familiaridade e o uso de textos sagrados. Ressalta que nem sempre é necessária uma compreensão profunda para uma influência ou ligação significativa – muitas vezes, a memória cultural e a educação partilhada desempenham papéis significativos. Isto ressoa com a ideia de que as origens sociais e linguísticas moldam as nossas percepções mais do que o estudo formal, permitindo que os indivíduos utilizem referências ou temas sem conhecimento exaustivo. Desafia a noção de que a especialização requer um estudo rigoroso e enfatiza o poder da herança cultural colectiva. Tais percepções encorajam o respeito pela aprendizagem e compreensão intuitiva e comunitária, lembrando-nos que, por vezes, as nossas interacções mais significativas com a tradição são moldadas pela exposição subconsciente e não pelo estudo deliberado.