Não tente fazer muito com as próprias mãos. É melhor que os árabes façam isso de maneira tolerável do que você faça isso perfeitamente. A guerra é deles e você deve ajudá-los, não vencê-la por eles. Na verdade, também, nas condições muito estranhas da Arábia, o seu trabalho prático não será tão bom como talvez você pense que é. T. E. LAWRENCE, CONSELHO AOS OFICIAIS BRITÂNICOS, EM VINTE E SETE ARTIGOS, AGOSTO DE 1917
(Do not try to do too much with your own hands. Better the Arabs do it tolerably than that you do it perfectly. It is their war, and you are to help them, not to win it for them. Actually also, under the very odd conditions of Arabia, your practical work will not be as good as perhaps you think it is. T. E. LAWRENCE, ADVICE TO BRITISH OFFICERS, IN TWENTY-SEVEN ARTICLES, AUGUST 1917)
T.E. Lawrence enfatizou a importância de permitir que a população local assuma o controle das suas próprias lutas, em vez de intervir demasiado fortemente. Ele acreditava que os árabes deveriam empenhar-se nos seus próprios esforços de guerra, mesmo que os seus métodos não fossem perfeitos. Esta abordagem reconhece a sua agência e reconhece nuances culturais que as forças externas podem ignorar. Ao defender um envolvimento limitado, Lawrence destacou o valor de capacitar os habitantes locais, o que, em última análise, conduz a resultados mais sustentáveis.
Além disso, Lawrence advertiu que, apesar de quaisquer potenciais competências ou intenções, os esforços estrangeiros podem não produzir os resultados esperados no ambiente único e complexo da Arábia. As suas ideias lembram-nos que uma assistência eficaz requer a compreensão da dinâmica local e o respeito pela capacidade das pessoas directamente envolvidas. Esta perspectiva destaca as armadilhas dos esforços imperialistas, sublinhando a importância da cooperação sobre a dominação para alcançar mudanças significativas.