É que, por sua indefinição, ela sombreia os vazios e imensidades sem coração do universo e, assim, nos esfaqueia por trás com o pensamento de aniquilação, ao ver as profundezas brancas da Via Láctea? Ou é que, como em essência, a brancura não é tanto uma cor como a ausência visível de cor e, ao mesmo tempo, o concreto de todas as cores; É por essas razões que existe um vazio tão idiota, cheio de significado, em uma ampla paisagem de neve- uma cor incolor e completa do ateísmo do qual encolhemos?
(Is it that by its indefiniteness it shadows forth the heartless voids and immensities of the universe, and thus stabs us from behind with the thought of annihilation, when beholding the white depths of the milky way? Or is it, that as in essence whiteness is not so much a color as the visible absence of color, and at the same time the concrete of all colors; is it for these reasons that there is such a dumb blankness, full of meaning, in a wide landscape of snows -- a colorless, all- color of atheism from which we shrink?)
A passagem de Moby-Dick investiga os profundos efeitos emocionais de que a cor branca, particularmente no contexto de uma vasta paisagem nevada ou na Via Láctea, pode evocar no observador. Isso sugere que a indefinição da brancura pode simbolizar o vazio esmagador do universo, provocando pensamentos de aniquilação e pavor existencial. Essa contemplação gera um sentimento de desconforto, pois a beleza da cena é prejudicada pelo peso do que representa.
Além disso, o texto reflete sobre a natureza da própria brancura, descrevendo -o como uma ausência de cor e uma representação potencial de todas as cores combinadas. Essa dualidade imbui branca com um certo vazio que é paradoxalmente significativo. Na extensão silenciosa da neve, existe uma profunda quietude que convida a reflexão, mas também desperta um senso de medo e alienação, encapsulando a essência do ateísmo de que muitos podem recorrer instintivamente.