Na criação dos filhos, assim como no julgamento, os dias são longos, mas os anos são curtos.
(In parenting, as in judging, the days are long, but the years are short.)
Esta citação captura lindamente o paradoxo da paternidade e da própria vida. Ele destaca como as experiências diárias – repletas de lutas, noites sem dormir e demandas constantes – podem fazer com que cada dia pareça interminável. Os dias dos pais são frequentemente marcados por rotinas repetitivas, problemas imediatos e uma sensação implacável de ocupação. Este período pode parecer opressor, levando muitos pais a pensar na exaustão e nos desafios que aparentemente duram para sempre.
No entanto, por trás desta rotina diária aparentemente interminável reside uma verdade profunda: a natureza passageira do tempo depois que esses anos preciosos passam. À medida que as crianças crescem rapidamente, marcos como os primeiros passos, o desempenho escolar e a adolescência passam rapidamente. Os anos, que antes pareciam tão longos durante o período pós-parto inicial ou na primeira infância, são agora reconhecidos como breves capítulos das nossas vidas. Esta constatação convida à reflexão sobre a importância de valorizar cada momento, de estar presente e de apreciar as pequenas e aparentemente mundanas interações diárias que constroem a base para memórias duradouras.
A compreensão desta dicotomia incentiva pais e cuidadores a encontrar paciência em meio ao caos e a saborear os momentos fugazes que, no longo prazo, moldam a infância de uma criança e a sua própria jornada. Serve como um lembrete de que o tempo avança continuamente em um ritmo rápido, exortando-nos a estarmos atentos e intencionais com nosso precioso tempo. Em última análise, abraçar a duração dos dias com a consciência de que os anos são transitórios pode levar a uma abordagem mais significativa e grata à vida quotidiana e à passagem do tempo.
---Don Willett---