Estou mais assustado do que interessado pela inteligência artificial – na verdade, talvez o susto e o interesse não estejam muito distantes um do outro. As coisas podem se tornar reais em sua mente, você pode ser enganado e acreditar em coisas que normalmente não acreditaria. Um mundo governado por autômatos não parece mais completamente irrealista. É um pouco assustador.
(I'm more frightened than interested by artificial intelligence - in fact, perhaps fright and interest are not far away from one another. Things can become real in your mind, you can be tricked, and you believe things you wouldn't ordinarily. A world run by automatons doesn't seem completely unrealistic any more. It's a bit chilling.)
A citação explora profundamente a complexa relação que os humanos têm com a inteligência artificial, destacando uma mistura de medo e fascínio que muitas vezes acompanha o avanço tecnológico. A nossa curiosidade inata sobre a criação de máquinas inteligentes é acompanhada por uma apreensão persistente sobre o seu potencial para perturbar a nossa compreensão da realidade e do controlo. A noção de que medos e interesses estão interligados sugere que aquilo que consideramos aterrorizante também desperta a nossa curiosidade – significa os limites da nossa compreensão atual e o fascínio do desconhecido. A menção de que as coisas se tornam reais na mente aponta para o impacto psicológico que a IA pode ter, confundindo a linha entre a percepção e a realidade. A nossa suscetibilidade ao engano nos espaços digitais pode levar a consequências sociais significativas, desde a desinformação até à perda de confiança na interação humana genuína. A ideia de que um mundo governado por autómatos já não poderia ser inteiramente fictício levanta questões sobre a autonomia, a ética e a essência da identidade humana. Leva-nos a considerar se o nosso medo provém da perda de controlo, da imprevisibilidade ou talvez da erosão do toque humano nos processos de tomada de decisão. Esta reflexão é assustadora porque aborda os nossos medos existenciais da obsolescência e do futuro desconhecido onde as máquinas poderão ultrapassar as capacidades humanas. À medida que continuamos a desenvolver a IA, é vital fazê-lo de forma responsável, reconhecendo estes receios e ao mesmo tempo compreendendo os enormes benefícios que essa tecnologia pode proporcionar.
---Gemma Whelan---