Se um escritor sabe o suficiente sobre o que está escrevendo, ele pode omitir coisas que sabe. A dignidade do movimento de um iceberg se deve ao fato de apenas um nono dele estar acima da água.
(If a writer knows enough about what he is writing about, he may omit things that he knows. The dignity of movement of an iceberg is due to only one ninth of it being above water.)
A citação destaca a importância da sutileza e da sugestão na comunicação eficaz, especialmente na escrita e na narrativa. Quando um autor possui um conhecimento profundo do assunto, ele pode omitir intencionalmente alguns detalhes, confiando que a mente do leitor preencherá as lacunas. Essa técnica não apenas cria uma experiência mais envolvente, mas também confere ao trabalho uma sensação de profundidade e realismo. A analogia do iceberg é particularmente poderosa: apenas uma pequena porção do iceberg é visível ao observador, enquanto a maior parte permanece escondida sob a água – mas é a parte visível que chama a atenção e a curiosidade. Esta metáfora enfatiza que o que não é dito pode ser muito mais significativo do que o que é explicitamente declarado. Na escrita, isso se traduz na arte de mostrar em vez de contar, permitindo aos leitores interpretar, inferir e participar ativamente da narrativa. A omissão hábil incentiva os leitores a usar a imaginação, fazendo com que a história ressoe mais profundamente. Também demonstra a maestria do escritor, pois saber o que omitir requer uma visão da percepção humana e da jornada de contar histórias. Num sentido mais amplo, a citação defende o valor da contenção e da subtileza em todas as formas de comunicação, lembrando-nos que explicar demasiado pode diminuir o impacto, ao mesmo tempo que deixar espaço para o público se envolver profundamente acrescenta riqueza e vitalidade ao intercâmbio.