Há algo de triste nas roupas colocadas em um túmulo feito de baús.

Há algo de triste nas roupas colocadas em um túmulo feito de baús.


(There is something sad about clothes laid in a tomb of trunks.)

📖 Suzy Menkes

🌍 Britânico

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Esta citação evocativa convida à reflexão sobre a intersecção comovente entre memória, identidade e a passagem do tempo. As roupas, muitas vezes consideradas artefatos pessoais, carregam a essência de seus donos – momentos, emoções e contextos sociais incorporados no tecido. Quando essas vestimentas são guardadas, principalmente em baús que servem como recipientes do passado, elas encarnam uma história silenciosa que não participa mais ativamente do cotidiano. A frase “colocado num túmulo de troncos” sugere uma sensação de finalidade ou cessação, onde estes pertences são preservados, mas aparentemente removidos da vibração dos momentos vivos.

Há uma tristeza inerente a essas imagens, pois aborda temas de perda, nostalgia e impermanência das experiências humanas. As roupas podem simbolizar a transformação pessoal – o que vestimos reflete quem somos ou aspiramos ser em diferentes momentos. Quando esses itens são guardados em baús e deixados intocados, podem evocar sentimentos de épocas passadas, entes queridos perdidos ou memórias há muito perdidas no silêncio. Lembra-nos que os bens, por mais preciosos que sejam, são, em última análise, transitórios, servindo como marcadores de identidades passadas e não como partes activas das nossas vidas presentes.

Além disso, esta citação sugere sutilmente a ideia de que os objetos físicos, especialmente as roupas, nos prendem às nossas histórias. Quando esses itens estão guardados em baús, isso pode simbolizar barreiras emocionais, preservação de memórias que relutamos em revisitar ou até mesmo um desejo de aprisionar uma parte de nós mesmos no tempo. Embora esses baús possam proteger as memórias, eles também contêm uma tristeza – o reconhecimento de que a passagem do tempo torna certos momentos irrecuperáveis. A estética destas imagens evoca um clima contemplativo sobre a nossa relação com os bens e a inevitável evolução das histórias pessoais ao longo do tempo.

Esta reflexão incita-nos a considerar a forma como valorizamos e interagimos com os nossos pertences, especialmente as memórias intangíveis que representam. Às vezes, deixar ir pode ser um ato de cura, enquanto outras vezes, valorizar essas 'roupas em baús' mantém vivos os ecos de quem um dia fomos.

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dezembro 25, 2025

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