Nunca queríamos que 'Tarzan' se sentisse apenas um homem. Não queríamos que ele se levantasse ou se despedisse. Queríamos ter certeza de que ele sempre teve aquele pedaço de gorila dentro dele, que ele sempre teve uma atitude animal em relação a ele.
(We didn't ever want 'Tarzan' to feel like he was just a man. We didn't want him to stand up straight or wave goodbye. We wanted to make sure he always had that piece of gorilla in him, that he always had an animal attitude about him.)
Esta citação aborda o caráter intencional do design de personagens e da narrativa, enfatizando a importância de manter a autenticidade da essência de um personagem. No contexto da criação de um personagem como Tarzan, destaca a importância de preservar seus traços animais e primitivos sobre as convenções humanas. Essa abordagem garante que o personagem permaneça fiel às suas raízes – uma criatura fortemente influenciada por seu ambiente, instintos e natureza crua, em vez de construções sociais de decoro ou sofisticação. Tal perspectiva reflete uma compreensão mais ampla de que os personagens são mais atraentes e relacionáveis quando seus atributos principais são honestos e inalterados. Sugere que, ao abraçar seus instintos animais, Tarzan se torna mais do que apenas um homem; ele incorpora uma ponte entre o humano e o selvagem, personificando a tensão e a harmonia entre os dois estados. Esta escolha deliberada influencia a ligação do público com Tarzan, fomentando a empatia e a admiração pela sua autenticidade e identidade inabalável. Também sublinha uma postura filosófica sobre a narrativa: respeitar os traços fundamentais que definem um personagem, mesmo que divirjam dos comportamentos humanos convencionais, enriquece a profundidade narrativa e a ressonância emocional. Este princípio estende-se também para além dos personagens fictícios, lembrando aos criadores que devem honrar a integridade das qualidades intrínsecas dos seus personagens, elaborando uma narrativa que ressoe num nível primordial e fundamental.