Como resultado de interpretar Freddy Krueger, lembro-me de ter que olhar alguns livros de medicina e algumas das desfigurações que o fogo pode causar nas pessoas, porque eles foram a fonte de material para algumas das maquiagens protéticas que usei. Isso ajudou e estimulou esse medo da morte pelo fogo. Foi mais ou menos o que aconteceu com Fred Krueger.
(As a result of playing Freddy Krueger, I can remember having to look at some medical books, and at some of the disfigurement that fire can cause on people, because they were the source material for some of the prosthetic makeup that I wore. That aided and abetted this fear of death by fire. Which is sort of what happened to Fred Krueger.)
Esta citação oferece um vislumbre fascinante do processo imersivo que os atores realizam para incorporar seus personagens, especialmente aqueles com histórias sombrias ou traumáticas. Robert Englund descreve a extensa pesquisa e preparação envolvida na interpretação de Freddy Krueger, um ícone do terror conhecido por cicatrizes ardentes e uma presença sinistra. Sua exposição à literatura médica e à desfiguração mostra uma dedicação à autenticidade, mas também destaca um impacto psicológico mais profundo. A linha entre o papel e a realidade pode ficar confusa quando se envolve profundamente com os aspectos físicos e emocionais do trauma de um personagem. A reflexão de Englund revela a complexa interação entre a criação artística e a percepção pessoal – como a imersão no sofrimento de um personagem pode evocar medos e associações que perduram mesmo após o término da filmagem. A menção do medo da morte pelo fogo ligada às origens do personagem ressalta o poder da narrativa para explorar os medos primordiais predominantes na consciência humana. Os filmes de terror muitas vezes derivam o seu impacto de tais ansiedades universais – morte, desfiguração, perda de identidade – e atores como Englund tornam-se canais, canalizando esses medos através das suas atuações. Em última análise, a sua visão também enfatiza a responsabilidade que os atores e criadores têm na formação de narrativas de terror que ressoam profundamente, ao mesmo tempo que nos lembram do reino sombrio e muitas vezes perturbador onde a imaginação e a realidade se cruzam na procura de uma narrativa autêntica e convincente.