Quando as pessoas ouvem boa música, ficam com saudades de algo que nunca tiveram e nunca terão.
(When people hear good music it makes them homesick for something they never had and never will have.)
A natureza profunda desta citação de Edgar Watson Howe aborda o poder universal da música para evocar emoções profundas, muitas vezes evasivas. A música tem uma capacidade única de ressoar com os nossos sentimentos e memórias mais íntimos, transportando-nos para lugares, momentos ou estados de ser imaginados ou desejados. Este sentimento de nostalgia, ou saudade de algo não especificado, sublinha a ideia de que a beleza e a harmonia na música se relacionam com uma experiência humana partilhada – o desejo de pertença, paz ou realização que talvez nem sequer compreendamos totalmente ou tenhamos encontrado na realidade. Revela que a nossa resposta emocional à música está entrelaçada com os nossos desejos subconscientes de um ideal ou de uma sensação de completude que permanece fora de alcance. De certa forma, esta citação resume a verdade agridoce de que a arte muitas vezes reflete o nosso anseio pela totalidade; desperta sentimentos de saudade de um passado idealizado, de uma esperança futura ou de um lar espiritual que existe além de nossa existência física. Além disso, lembra-nos o quão subjetiva e pessoal é a experiência da música, pois pode evocar diversos graus de saudade e emoções nostálgicas em cada ouvinte. A noção de que estes sentimentos estão enraizados em experiências que nunca tivemos verdadeiramente fala da condição humana – a nossa esperança e anseio persistentes, apesar das inevitáveis limitações da vida e dos desejos não realizados. Em última análise, esta citação capta eloquentemente a mística da música: uma linguagem universal que desperta o anseio da alma por algo além do mundo tangível, ecoando as nossas esperanças e sonhos mais íntimos, muitas vezes por realidades que estão para sempre fora de alcance.