Refiro-me a mim mesmo como 'nós'.
(I refer to myself as 'we.')
Esta citação destaca a fluidez da identidade e a natureza complexa da autopercepção. Quando alguém se refere a si mesmo usando o plural “nós”, isso sugere um sentimento de unidade com os outros, possivelmente indicando que o indivíduo se vê como parte de uma consciência coletiva ou valoriza a comunidade em detrimento do individualismo. Esta perspectiva pode resultar de vários pontos de vista filosóficos, espirituais ou psicológicos, enfatizando a interconexão e a experiência compartilhada.
Num contexto mais amplo, adoptar um “nós” em vez de um “eu” também pode reflectir uma posição contra o pensamento egocêntrico. Desafia a noção convencional do indivíduo isolado, convidando-nos a considerar as nossas identidades como interligadas com outras. Esse pensamento pode promover empatia, colaboração e um sentimento de pertencimento. Também incentiva o reconhecimento de que a identidade individual é muitas vezes moldada por factores sociais, culturais e relacionais, em vez de existir como uma entidade autónoma.
Num sentido pessoal, abraçar uma identidade colectiva pode servir como fonte de força, conforto e afirmação, especialmente em tempos de dificuldades ou de mudança. Convida à reflexão sobre o quanto de quem somos é construído através de relacionamentos e experiências coletivas. Para alguns, isto também pode ser um reconhecimento espiritual de uma consciência universal ou presença divina.
No geral, a escolha de referir-se a si mesmo como “nós” em vez de “eu” pode ser uma declaração profunda de interligação e humildade, enfatizando que a experiência humana é muitas vezes uma jornada partilhada e que as nossas identidades são, em parte, tecidas a partir das nossas relações e laços comunitários.
---Gênesis P-Orridge---